quinta-feira, setembro 26, 2013

Pássaro que não voa mais

Terá melhor vida o pássaro que segue livre pela cidade que aquele que vive para o outro?
Chego a tocar a ampla liberdade que se sente em pleno vôo, livre e solitário quem sabe até satisfatório, mas nem sempre se segue só...não plenamente.
É preciso ser completo, senão sua incompletude só se redimirá na presença de um outro ser incompleto. De dois será feito um, mas até quando serão um só?
Há quem diga que na troca de sentimentos, emoções, experiências e tudo que uma relação completa envolve, se ganha mais que se perde...porém como não sentir que se perdeu no meio da solidão quando o outro se vai?
Não sei dizer porque se foi, não sei dizer se voltará...Mas sei que parei de voar, me recolhi, desaprendi, pois eu entendo que deveria ter aprendido com você. Hoje vejo minhas asas e não sei como chegar até o céu, nem sei como ainda as possuo. Sua presença era vida, era amor, era tudo que por muito tempo eu pedi aos céus...mas eu tinha uma incompletude maior que você...não soube merecer tamanha dádiva. Então entre o vôo livre do solitário pássaro e a vida do que vive acompanhado e feliz, estou eu ...observando minhas asas com os pés fixados no fundo desse poço observando ao longe que hoje você alcançou novos rumos, está feliz...seja feliz.
Vou encerrar minha vida de pássaro em terra pois só sei voar com você...prefiro voar com você...espero um dia poder voar novamente com você.

Viver. Novamente.

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